A mente fica turva, os pensamentos seguem por caminhos inconfessáveis e mais uma vez me vejo perdida. Os gritos desesperados de minh'alma se traduzem em lágrimas silenciosas, doces riscos amargos de desespero se mostram no meu rosto, em cada molécula do rastro deixado pelo sumo amargo de meus sentimentos. Ouvi dizer que "tudo que você joga para a vida ela te devolve", agora sei que isso é verdade e sou tomada por um pavor indescritível. Aparência tranquila, um pouco distante, reservada talvez, mas por dentro a agonia de não saber pra onde ir é evidente, o tiquetaquear do relógio soa como esperança ou desespero, não sei, o que por vezes se torna tortura. Aah essas algemas que me prendem aos meus dissabores, as minhas vergonhas, medos, agonia, a tantas outras coisas de níveis inferiores, essas algemas das quais não acho a chave.
Por vezes, em um abraço apertado, em uma troca de olhar, todas essa mazelas se camuflam e algumas chegam a se afastar, a ponto ,sinceramente, de irem para sempre, pra longe, pra nunca mais voltar. O abraço, o olhar, é disso que preciso, mas o que fazer quando não os tenho? Não sei, me perco, mas não posso me fazer dependente disso, não quero parecer fraca, apesar de ser inegável o fato de estar fragilizada.
Sinto saudade do meu sorriso, sinto saudade de mim, como isso me entristece e me afasta cada vez mais de quem realmente sou, me perdi no meio do caminho e não sei como me encontrar. Alegria, espontaneidade, sorrisos sinceros, brilho no olhar, tudo isso sem o mínimo esforço, saía do âmago, dava gosto só de pensar, é, eu era assim, sinto mesmo saudade de mim.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Vi você ao longe e ainda assim pude ver a tristeza em seus olhos... através de seus olhos, olhando para dentro deles, pude ver uma criança, correndo, perdida, em algum lugar que me lembrava uma imensa galeria, ela corria, corria, corria incessantemente apesar da exaustão que se abatia sobre ela, quando de repente parou, ao som dum forte estampido as imensas luzes começaram a se apagar, uma por uma, até deixar todo o local em uma escuridão quase total, o único feixe de luz era o que refletia na lágrima que agora escorria no frágil rosto daquela frágil criança, que agora, no estado em que se encontra, mais parece um rascunho de gente a espera de algo que lhe traga de volta a Vontade, vontade de tudo, de sorrir, de sair, de correr, de Viver... Um frio percorreu meu corpo por inteiro, meu estômago parecia virar do avesso, quando finalmente percebi, o que via em seus olhos era na verdade um reflexo do meu Eu...
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